Resumo Participação Conferência Praça de Espanha (Fechado)

Como aqui anunciado estivemos presentes na Conferência sobre a Praça de Espanha, organizada pela Junta de Freguesia de Avenidas Novas, o que desde já elogiamos e agradecemos.

 

A sessão moderada pela Arquiteta Paisagista Elsa Severino, que começou por apresentar a mesa composta pelo Vereador Manuel Salgado, Arquiteto, responsável pelos pelouros do Planeamento, Urbanismo, Património e Obras Municipais, Professora Júlia Seixas – Investigadora na área da energia e das alterações climáticas e presidente do Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, Engenheiro Miguel Gaspar, Vereador da Câmara Municipal de Lisboa responsável pelos pelouros da Mobilidade e Segurança e Vasco Colaço, Administrador da TIS, responsável pelo estudo de tráfego do reordenamento da Praça de Espanha.

 

O Arquiteto Manuel Salgado apresentou o enquadramento e a história de todo o processo que levou agora ao lançamento do concurso do Parque da Praça de Espanha e vai levar à sua reformulação viária.

A Professora Júlia Seixas falou das alterações climáticas, de como isso está e vai afetar a vida nas cidades e a importância destes parques urbanos, bem como, no caso da Praça de Espanha, a bacia de retenção e a sua interligação com o caneiro/ribeira de Alcântara.

O Vereador Miguel Gaspar apresentou brevemente a perspetiva de mobilidade que irá ser adotada na Praça de Espanha tendo passado a palavra ao responsável da empresa que fez o estudo, Vasco Colaço, que apresentou as contagens e o modelo viário testado a adotar.

 

Seguiu-se um período de perguntas e respostas e damos em seguida nota das questões que colocámos e respostas obtidas:

– Jardim: expressámos grande preocupação sobre a manutenção futura do parque após a conclusão da sua construção. O custo de 3,5Milhoes de euros é para a sua construção, mas o custo total do projeto devia contemplar também uns anos de manutenção sucessiva. Questionámos qual o custo previsto anual de manutenção deste novo jardim? Será este um espaço estruturante da CML e mantido por esta ou será das Juntas? Se for da CML como podemos confiar numa CML que faz um projeto de reabilitação do Jardim do Arco do Cego e nos entrega o espaço nas condições que vimos?

Resposta do Vereador Manuel Salgado: devemos todos exigir da CML a adequada manutenção dos jardins de Lisboa e não deve ser por isso que não devemos construir novos parques na cidade!

Nosso Comentário: claro que devemos exigir! É isso que aqui estamos a fazer! A principal pergunta não foi respondida, qual o custo anual previsto de manutenção de um parque destes e porque é que a sua manutenção inicial não está no custo do projeto. Depreendemos que a manutenção será feita pela CML mas assegurar essa manutenção de forma correta comparando o que se faz no Parque Eduardo VII de Inglaterra, deixa-nos muito reticentes!

 

– Património: questionámos o negócio com o Montepio nomeadamente no sacrifício de património que é de todos como o edifício do Gondola, edifício emblemático de uma época, e exemplo do que se está a fazer ao património em Lisboa e nas Avenidas Novas. Informei que tínhamos submetido Pedido de Classificação do Edifício à DGPC e que tudo faríamos para evitar a sua demolição.

Resposta do Vereador Manuel Salgado: Diz que percebe a nossa afetividade com o Gondola, mas que o edifício não tem valor arquitetónico relevante. Que ainda por cima os proprietários ficaram muito felizes com a indemnização que receberam e que já abriram outro restaurante!

Comentário: fica a saber-se que a afetividade, a memória e história não interessam nada para a manutenção ou não de um edifício sem valor arquitetónico relevante! Coisa que na nossa opinião também não concordamos. Agora percebemos a autentica bomba atómica que se tem abatido pelas Avenidas Novas adentro! Quanto às restantes observações, claro que um empresário que não teve ajuda de ninguém, depois de pedir, nem da Gulbenkian, nem da Junta, e estando encostado às cordas, tem de fazer pela vida e não imolar-se pelo fogo, e claro que aceitaram a indemnização. Mas o que reclamamos é a manutenção do edifício e nunca me referi ao restaurante per si, e admitimos o uso do edifício para outro propósito! Agora usar estes argumentos soezes, sem necessidade e quase a querer insinuar que foram aqueles que abandonaram o edifício porque queriam dinheiro é muito baixa política! Estamos percebidos e conversados!

 

– Trânsito: pedimos que sejam divulgadas as novas contagens feitas pela CML/TIS, porque o estudo inicial foi feito com base em contagens de 2012, numa altura de crise e sem a pressão turística de hoje. Pedimos que fosse descrita a forma como vai ser feita (e quando) a viragem no Largo Azeredo Perdigão para quem vem da Av. Calouste Gulbenkian e quer ir para norte, para a Av. dos Combatentes! E manifestamos a nossa incredulidade na utilização da Av. Santos Dumont para a inversão de marcha, de quem vem da Columbano e quer ir para Norte, para a Av. dos Combatentes, transformando uma rua calma e de bairro numa rua de transito de atravessamento! Não vemos como isso possa ser feito mantendo apenas uma faixa de rodagem e não sacrificando estacionamento.

 

Respostas: de Vasco Colaço, que mostrou o diagrama da viragem no Largo Azeredo perdigão, referindo que esta é uma viragem que só é feita em média por 400 carros dia!!! O Vereador Miguel Gaspar retorquiu que a Santos Dumont já é hoje uma via que não é propriamente de bairro e que serve para acesso ao Tunel do Rego, mas que acha que não se vai trazer muito transito adicional a esta rua.

Comentário: estamos muito céticos relativamente a estas duas soluções, não percebemos como é que não se vai trazer transito adicional à Santos Dumont, fazendo os carros percorrer um quarteirão, fazer inversão de marcha e retornar em sentido contrário à Av dos Combatentes e por outro lado como é que o Largo Azeredo Perdigão terá capacidade para acolher e escoar todos os carros que, vão entrar na Rua da Beneficência e depois vão percorrer toda a Santos Dumont para ir para a Av. dos Combatentes!!! Isto quando hoje em dia a rotunda antes do túnel já fica cheia de manha, imagine-se com tudo a bloquear as passagens no sentido Beneficencia/Santos Dumont!!!

Deixo-vos os esquemas de tráfego a implementar.

Rui Barbosa

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