Abaixo-Assinado de Moradores sobre o lixo e ruído na Rua do Arco do Cego (Em Curso)

28.12.2017 – Alguns comentários e correcções ao Artigo “Consumo de álcool na rua e ajuntamentos estão a irritar vizinhança no Arco do Cego” de Samuel Alemão, no “O Corvo” de hoje
http://ocorvo.pt/consumo-de-alcool-na-rua-e-ajuntamentos-e…/

1. É de saudar a reportagem que vem chamar a atenção para um problema que, devido à insalubridade e ruído que provoca quase todos os dias nos prédios contíguos das freguesias das Avenidas Novas, merece maior destaque do que aquele que tem recebido da comunicação social.
2. O texto do Abaixo-Assinado (que pode ser lido em https://vizinhosdoareeiro.wordpress.com/…/abaixo-assinado-…/) foi redigido por moradores dos colectivos Vizinhos das Avenidas Novas e Vizinhos do Areeiro.
3. Na recolha de assinaturas, realizada porta-a-porta, participaram elementos destes dois colectivos de moradores e apenas destes.
4. Um destes moradores entregou, na Sessão da AML sobre Segurança e Ruído, no passado dia 5 de Dezembro, em mãos à Presidente da AML Helena Roseta este abaixo-assinado.
5. Em consequência ao Abaixo-Assinado a CGD já reforçou muito a limpeza regular do Jardim dos Cavaleiros.
6. O fecho do Oh Pereira às 23:00 (por confirmar) resulta, também, da iniciativa destes dois colectivos de Vizinhos não da iniciativa do proprietário.
7. Ao contrário do que se diz não foram “os protestos de moradores” que levaram há 2 anos ao encerramento, mas problemas de outro foro com o anterior proprietário.
8. Ao contrário do que é citado não vislumbramos “consciência com os níveis de ruído” por parte do proprietário, muito pelo contrário, conforme comprovámos falando com vários moradores dos prédios em redor durante a recolha de assinaturas para o Abaixo-Assinado.
9. Discordamos da afirmação do Presidente da Junta de Freguesia do Areeiro “Todos, enquanto jovens, gostávamos de nos divertir e beber uns copos”: nem todos os fizemos nem fazemos, nem essa é, aliás, a raíz do problema mas os comportamentos pouco civícos que decorrem dessa actividade na via púbica.
10. Saudamos o pedido feito pela Junta à CML: “Fernando Braancamp Freire propôs à Câmara Municipal de Lisboa uma redução de ambos os comércios, “para que não aconteça aquilo que tem vindo suceder, que é fazer-se do espaço público o prolongamento dos estabelecimentos”.
11. Quando o gerente do Oh Pereira garante que “Fazemos questão de apanhar os copos de plástico que ficam no chão e de limpar o espaço público em redor da nossa casa” garante mal… Basta passar pelo Jardim dos Cavaleios (CGD) para ver, pela quantidade de copos de plástico (que nos arredores apenas este estabelecimento disponibiliza), que não é isso que acontece.
12. Diz ainda o gerente, sem direito de resposta, que os colectivos de moradores das Avenidas Novas e Areeiro tiveram “duplicidade de avaliação estender-se-á também à forma como o grupo de cidadãos que apresentou a petição olha para a realidade: “Acho que exageram manifestamente. Se virem uma saco do McDonald’s no chão, acham que a culpa é do cliente, mas se virem copos de plástico aqui na zona a culpa já é nossa”. Os copos de plástico não são da GALP. As garrafas de vidro, são. O Abaixo-Assinado (que o gerente leu) menciona as duas entidades, par a par, sem excluir nenhuma. Mas deixa claro quem fornece os copos de plástico que, todas as noites são abandonados no chão e no jardim às centenas: o Oh Pereira. Este mesmo gerente não responde nem comenta nenhuma das propostas construtivas que os moradores deixaram. O que é de destacar.

Nota:
Esta foi uma iniciativa conjunta dos
https://www.facebook.com/groups/vizinhos.das.avenidas.novas/
e dos
https://www.facebook.com/groups/Vizinhos.do.Areeiro/

Em suma e para já:
1. A CGD está a limpar com maior frequência o jardim
2. O Oh Pereira vai fechar às 23:00
3. O abaixo-assinado baixou a uma comissão da Assembleia Municipal de Lisboa:
http://www.am-lisboa.pt/401500/1/008489,000383/index.htm

 

22.12.2017 – Resposta da CGD:

“No seguimento do seu contacto, sobre o tema em assunto, ao qual dedicámos a nossa melhor atenção, somos a prestar os esclarecimentos que se seguem.
Começamos por apresentar as nossas desculpas pela demora verificada; a situação reportada impôs a consulta de outras áreas da Caixa, no sentido de ser clarificado o exposto.
É nosso propósito que o espaço em causa mantenha o princípio da sua génese, tal como inscrição ali colocada, em 1995: “Este jardim com auditório de ar livre, construído em terreno propriedade da Caixa Geral de Depósitos e inicialmente destinado a uma ala do seu Edifício – Sede, é colocado ao serviço da cidade para aqui se abrir mais um espaço de cultura e lazer”.
Damos nota de que, não obstante as circunstâncias de que nos dá nota, a Caixa está atenta à situação e a zelar pela manutenção daquele espaço, intervindo nas instalações eletromecânicas, na limpeza e na manutenção do jardim.
Lamentando o sucedido quando ali deslocou, informamos que a Caixa continuará a desencadear as iniciativas que lhe cabem e estejam ao seu alcance, com vista a assegurar a qualificação do espaço em apreço.
Apresentamos os nossos melhores cumprimentos,
Direção de Organização e Qualidade
 Ana Águas
(Diretora Adjunta)

Rui Barbosa

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